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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Machado explica como funcionava esquema e cita Vital do Rêgo como beneficiário

Delator diz que montou fundo para distribuição da propina. Ex-presidente da Transpetro diz que maior parte era paga em dinheiro.

O ex-presidente da Transpetro citou nomes de mais de 20 políticos como beneficiários da corrupção na Petrobras. Sérgio Machado disse que montou uma espécie de fundo de distribuição da propina. E a maior parte era entregue em dinheiro vivo. Em determinado momento, ele contou que ouviu relatos de que o grupo JBS iria fazer, em 2014, uma doação de R$ 40 milhões ao PMDB, a pedido do PT, para abastecer as campanhas do partido. Entre os beneficiários, o ex-senador paraibano Vital do Rêgo, então candidato a governador.
“Doação de 40 milhões, senador Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rego, Eduardo Braga, Edison Lobão, Valdir Raupp, Requião e outros”.

O hoje ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, preferiu não se manifestar sobre a denúncia, tendo em vista desconhecer os termos da referida delação. Informa que as contas de sua campanha para o Governo da Paraíba nas eleições de 2014 foram apreciadas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

DELAÇÃO

Sérgio Machado contou aos procuradores porque, depois de uma vida inteira na política, resolveu abrir o jogo.
“Meu objetivo com isso, excelência, é porque eu envolvi meus filhos, que não tinham nada que estar sendo envolvidos. Toda a ação foi minha. Então, não seria justo, nem eu teria paz na minha consciência, se eu assim não procedesse. E esse foi a razão fundamental”.
O esquema que ele descreveu parecia uma máquina de corrupção.
“É importante você compreender a engrenagem que é o seguinte. De um lado você tem os políticos que funcionam como se fossem um co-acionista da empresa ou do ministério. Do outro lado você tem as empresas querendo levar vantagem, oferecer vantagem através de aditivos etc. etc. e do outro lado você querendo dar resultado pra empresa”.
Machado disse que tratava da cobrança de propina com cerca de 12 fornecedores da Transpetro. Preferia aqueles com quem
tinha contato direto: presidente ou dono da empresa e disse que criou um fundo virtual com dinheiro arrecadado de forma ilícita, e mês a mês estabelecia quanto poderia distribuir para os políticos na forma de doação oficial ou em dinheiro vivo. A cúpula do PMDB era a prioridade.
“Você tinha um núcleo que era o núcleo que me colocou na Transpetro. Núcleo: Renan, Sarney, Jader, Romero e Lobão”.
Ele disse que grande parte do dinheiro desviado foi entregue ao PMDB.
“Cerca de, um pouco mais de R$ 100 milhões”.
Segundo Machado, R$ 1,5 milhão foi repassado para a campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo em 2012 a pedido do presidente em exercício Michel Temer, à época vice-presidente.
“Eu liguei para o vice Michel Temer, marquei um encontro com ele no aeroporto militar de Brasília, na sala vizinha à sala da presidência, acerca da campanha do Chalita. Eu disse que ia, que podia ajudá-lo, em um milhão e quinhentos, mas que depois eu informaria a ele a empresa. Telefonei depois a ele informando que esta doação seria feita pelo diretório nacional através da empresa Queiroz Galvão”.
Machado disse ainda que repassou R$ 850 mil para a campanha de Chalita a pedido do senador Valdir Raupp.
Temer também é citado por Machado em outra ocasião. Ele contou que ouviu relatos de que o grupo JBS iria fazer, em 2014, uma doação de R$ 40 milhões ao PMDB, a pedido do PT, para abastecer a campanha do partido ao Senado e citou quem seriam os beneficiados: Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rego, Eduardo Braga, Edison Lobão, Valdir Raupp, Roberto Requião e outros.
A assessoria do senador Roberto Requião declarou que os gastos para a campanha ao governo do Paraná em 2014 foram declarados e as contas já foram aprovadas pela Justiça Eleitoral do estado.
Segundo Sérgio Machado, a doação aos senadores levou Michel Temer - ligado ao PMDB da Câmara - a reassumir a presidência do partido.
“Esse apoio financeiro do PT provocou ruído na Câmara e acabou por forçar o presidente Michel Temer a reassumisse a presidência do PMDB visando controlar a destinação dos recursos do partido”.
Esquema sofisticado para pagar propina
Sérgio Machado montou um esquema sofisticado para fazer os pagamentos de propina. Os líderes do PMDB, contemplados com os maiores valores, podiam escolher como e onde receberiam a propina, que chegava todo mês. Parte era destinada a doações oficiais de campanha. O resto, a maior parte, era entregue em dinheiro vivo. E não era simples administrar tantas exigências.
O senador Edison Lobão queria uma parcela maior sob o argumento de que era ministro de Minas e Energia, que controlava a Transpetro. E exigia o pagamento em dinheiro vivo, normalmente no Rio de Janeiro. Quem buscava era o filho de Lobão, Márcio.
Pergunta: No seu anexo consta que o Lobão teria dito pro senhor que queria receber essas propinas em dinheiro e no Rio de Janeiro.
Machado: Exatamente. Bom, e aí na data certa, naquele horário, conforme programação que o Márcio tinha, ela era recebida.
Nesse encontro que eu tinha com o Márcio, definia nomes, codinomes, horários que seria entregue.
O senador Jader Barbalho insistia muito. Queria ganhar mais. Segundo Machado, ele recebeu R$ 4,2 milhões.
Mas o preferido era sempre Renan Calheiros, de acordo com o delator. Nas contas de Machado, Renan foi o pemedebista que mais recebeu dinheiro do esquema: R$ 32 milhões; ganhava até uma mesada de R$ 300 mil.
“A partir de 2008 a gente faz aquela reunião no início do ano e programa-se para o ano, e nós passamos a dar uma contribuição de cerca R$ 300 mil reais durante dez, 11 meses”.
Pergunta: Para o Renan?
Machado: Para o Renan.
Pergunta: Também é correto dizer que nos anos eleitorais eram acrescidos?
Machado: Acrescidos por doações.
Machado inventou uma estratégia para disfarçar a movimentação suspeita. Ao entrar no Senado para combinar pagamentos ao senador Romero Jucá, não usava a porta da frente.
“Eu ia lá, entrava pela garagem, fazia a reunião mensal ou bimensal, passava a data, o local, o codinome, e quem ia dar e quem ia receber, entregava a ele e ele mandava o portador dele receber”.
Sérgio Machado disse que ouviu de todos os políticos a mesma história que lhe contou o ex-senador José Sarney: estava enfrentando dificuldades para manter sua base política e precisava de ajuda financeira. Os pagamentos a Sarney foram feitos de 2006 a 2014.
“Nós, ao longo desse período, foi distribuído para o Sarney R$ 18,5 milhões, sendo R$ 2,250 milhões em doações oficiais”.
Machado disse que um dos repasses, de R$ 400 mil, foi feito ao filho do ex-senador, o atual ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.
Ajuda a políticos do PCdoB e do PT
Machado também cita ajuda a políticos do PCdoB e do PT, principalmente em época de eleição.
Machado disse que sempre manteve uma relação de proximidade política com o ex-deputado Cândido Vaccarezza, que se encontrou com Vaccarezza em um hotel em Brasília, e disse que poderia ajudar com R$ 500 mil por meio de doação oficial ao diretório do PT em São Paulo.
Machado também relatou que em 2010 contatou a Camargo Corrêa e pediu apoio à campanha da ex-ministra Ideli Salvatti, que à época era líder do governo no Senado. O repasse, também por meio de doação oficial, foi no valor de R$ 500 mil.
O ex-presidente da Transpetro ainda contou que sempre era procurado por Jorge Bittar para solicitar ajuda no período eleitoral. Em 2010, Machado disse que conseguiu intermediar o pagamento de R$ 200 mil pela Queiroz Galvão ao diretório do PT do Rio de Janeiro.
Machado conta que também foi procurado pelos petistas Edson Santos e Luís Sérgio, e Jandira Feghali, do PCdoB, e os ajudou.
“Eu doei pra Jandira em 2010 R$ 100 mil, da empresa Queiroz Galvão; e ao Luís Sérgio doei duas vezes, em 2010, da empresa Queiroz Galvão, R$ 200 mil; e em 2014, da empresa Queiroz Galvão, R$ 200 mil. Edson Santos era um deputado federal pelo Rio de Janeiro, que me procurou no início de 2014, se eu podia ajudá-lo com uma campanha. E ajudei com R$ 142 mil da empresa Queiroz Galvão”.
Machado disse que embora a palavra propina não fosse dita, os políticos sabiam que não receberiam dele doação de recursos próprios.
“Eu nunca disse que era propina, mas eu acho que dificilmente alguém no meio político que esteja em atuação, que tenha disputado eleição não saiba como funciona o sistema. Você nunca fala nesse tipo de doação, embora eu ache que, dentro do meio político, todo mundo sabe a origem
Em nota, a deputada Jandira Feghali disse que nunca negou que esteve em algumas ocasiões com o então presidente da Transpetro Sérgio Machado. Mas disse que todas as doações recebidas em suas campanhas eleitorais foram lícitas, registradas, e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Sérgio Machado disse também que intermediou o pagamento de propina no valor de R$ 250 mil, pela Queiroz Galvão, ao então presidente do PP Francisco Dornelles durante as eleições de 2010. O valor teria sido destinado ao PP do Rio de Janeiro.
Repasses ao PSDB
Ele também explicou como fez repasses de dinheiro para o PSDB na eleição de 1998. O objetivo era eleger o maior número possível de deputados.
“Nossa ideia era que o partido pudesse eleger uma grande bancada, era poder contribuir de 100 a 300 mil reais por candidato pra que pudesse ajudar na sua campanha. Focamos em 50. Ficou acertado da gente receber R$ 4 milhões da campanha oficial, que veio através do Luiz Carlos Mendonça de Barros, que na época era ministro das Comunicações. E os outros R$ 3 milhões, nós passamos em diversas empresas. Uma delas, que eu me lembro, foi da Camargo Corrêa, que nos deu R$ 350 mil em espécie na casa do Luiz Nascimento. A Camargo sempre foi uma boa financiadora do PSDB”.
Machado contou que ao todo foram arrecadados R$ 7 milhões, que foram distribuídos em várias parcelas. A maior parte, segundo ele, ficou com Aécio Neves.
“O Aécio disputava eleição pra deputado federal, e ele ficou com R$ 1 milhão desses recursos, em dinheiro. Ele mandava um portador dele, que era um rapaz jovem, moreno, que andava sempre com uma mochila, e sempre com roupas casuais”.
O PSDB divulgou nota assinada pelos senadores Aécio Neves e Cássio Cunha Lima, e o deputado Antônio Imbassahy.
O partido diz que “tentar envolver líderes do PSDB em atos supostamente ocorridos há 18 anos, sem qualquer fato que os comprove, apenas demonstra o desespero de alguém que, para obter vantagens em sua delação, não se constrange em caluniar e difamar”.
Além disso, diz a nota, “Machado jamais teve qualquer função de arrecadação de recursos nas campanhas do PSDB”.
Machado disse ainda que, tempos depois, em 2006, precisou de ajuda para aprovar no Senado um projeto que definia o limite de endividamento da Transpetro. Na época, ele procurou o senador Sérgio Guerra, do PSDB, que morreu em 2014. Guerra disse que procuraria o senador Heráclito Fortes, que era o presidente da comissão onde o projeto estava parado.
“Quando chegou na Comissão de Infraestrutura, o projeto começou a ter dificuldade de avançar. Eu procurei o senador Sérgio Guerra. Ele me descreveu a dificuldade porque tinha senador que só aceitava pautar se houvesse doações pra campanha. Aí eu voltei a ele e disse que poderia pagar R$ 2 milhões, R$ 1 milhão para ele e outro R$ 1 milhão para o Heráclito. R$ 1 milhão dele eu paguei no ano seguinte em dinheiro, do fundo, e a parte do Heráclito, metade foi paga em doação oficial. Em 2014, ele me cobrou bastante pra pagar a outra metade. Como eu não tinha recurso, inclusive tem várias ligações dele pra Transpetro. E eu não tinha recurso e não pude honrar o compromisso. E aí depois que ele fez esse acerto, que nós combinamos, rapidamente o projeto entrou em pauta, e foi aprovado”.
Heráclito Fortes era do Democratas nessa época, hoje, é deputado federal pelo PSB. Machado também citou outros políticos, entre eles o senador José Agripino Maia, e o filho dele, o deputado federal Felipe Maia, os dois do Democratas.
“Eu fiz doação pra ele em duas vezes. Uma em 2010, ele era candidato a senador, de R$ 300 mil da construtora Queiroz Galvão. E em 2014, ele me pediu pra mim fazer doação para o filho dele, que era candidato a deputado federal, Felipe Maia”.
Pergunta: Isso em 2014?
Machado: É, também da construtora Queiroz Galvão.
Pergunta: Qual o valor do Felipe Maia?
Machado: Felipe Maia foi 250. Total, 550.
 
Por Redação com Jornal Nacional

Em Comissão presidida por paraibano testemunhas apontam legalidade de decretos

Em Comissão presidida por paraibano testemunhas apontam legalidade de decretos
 A Comissão Especial do Impeachment ouviu nesta quinta-feira (16) mais quatro testemunhas de defesa. O diretor do Departamento de Programas Sociais da Secretaria do Orçamento Federal, Felipe Daurich Neto, seria o primeiro a depor, mas foi dispensado depois de os senadores constatarem que ele estava afônico.

Para Luiz Claudio Costa, ex-secretário executivo do Ministério da Educação, os decretos de suplementação editados pela presidente afastada Dilma Rousseff para a pasta foram regulares e não implicaram aumento de despesa ou desrespeito à meta fiscal. Costa disse que, desde 2008, o acórdão 2.731 do Tribunal de Contas da União (TCU) permitia ao Ministério obter os recursos, por meio de decreto. Segundo a testemunha, era procedimento corrente e, depois que a corte mudou o entendimento, tal prática não foi mais adotada.

Os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) criticaram a atuação do governo Dilma na área educacional e lamentaram o fato de programas como o Pronatec e Fies estarem praticamente paralisados. Para Caiado, o dinheiro foi mal gasto, e o governo preferiu abrir mão dos projetos sociais para priorizar empréstimos a países estrangeiros. Já os aliados da presidente Dilma voltaram a reclamar do esvaziamento da comissão e lamentaram o fato de alguns parlamentares não terem apresentado perguntas à testemunha. Para eles, uma estratégia dos governistas para apressar os trabalhos.


O diretor do Departamento de Programas Econômicos da Secretaria do Orçamento Federal (SOF), Clayton Luiz Montes, afirmou que o artigo 4 da Lei Orçamentária Anual (LOA) dá base legal para o encaminhamento dos decretos de crédito. Segundo ele, a SOF “não permitiria que fosse à frente” qualquer ato que fosse ilegal. Ele acrescentou que nunca houve pressão política sobre os técnicos para a elaboração de decretos

MEC

Wagner Vilas Boas, ex-secretário executivo adjunto do Ministério da Educação (MEC), afirmou que decreto de crédito suplementar para a pasta, um dos fatos da denúncia contra Dilma Rousseff, tratou de recursos com lastro, provenientes de rubricas que apresentavam superávit financeiro ou excesso de arrecadação.


Atendendo orientação do presidente da Comissão de Impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB), a testemunha se absteve de tratar desses assuntos, por serem estranhos à acusação contida no processo de impeachment.

Demisão de Ministro - A saída inesperada do ministro do Turismo, Henrique Alves, repercutiu na Comissão Especial do Impeachment.  O tema foi trazido pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que chegou a ler na comissão a notícia sobre a demissão do ministro.

 A iniciativa causou revolta na base de Temer, e um dos principais aliados do presidente, o senador Wlademir Moka (PMDB-MS), respondeu. "Esse é um governo em que os ministros se demitem. Não ficam se escondendo na saia de ninguém", argumentou Moka. Gleisi rebateu dizendo que "não há escolha, diante da gravidade das denúncias".

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) resolveu lembrar à oposição que também possuem parlamentares citados na delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. "Vamos parar de falar em corda em casa de enforcado", disse. O presidente Raimundo Lira informou que, em face da polêmica, aguarda nova manifestação do coordenador indicado em relação a sua própria suspeição.


Redação com Agência Senado

Em nota, Aécio Neves, Cássio Cunha Lima e Imbassahy rebatem acusações de Sérgio Machado


Em nota, Aécio Neves, Cássio Cunha Lima e Imbassahy rebatem acusações de Sérgio Machado
Reação tucana. Após terem sido citados na delação premiada de Sérgio Machado, na últma quarta-feira (15/6), os senadores Aécio Neves (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e o deputado Antônio Imbassahy escreveram uma nota rebatendo as acusações feitas pelo ex-presidente da Transpetro. Divulgado pelo PSDB, o texto afirma que o delator "usou indevidamente o nome do partido para benefício próprio". Cássio é o líder do PSDB do Senado, e um dos defensores do impeachment da presidente Dilma.

Leia a carta na íntegra: A verdade deve prevalecer O senhor Sérgio Machado, nos governos do presidente FHC, jamais ocupou qualquer cargo executivo não tendo podido, portanto, dele se utilizar para favorecer quem quer que fosse em troca de qualquer tipo de vantagem.

Os crimes por ele cometidos e assumidos e que, inclusive, levaram à sua delação, foram cometidos no exercício de importante função executiva em sucessivos governos do PT. Portanto, tentar envolver líderes do PSDB em atos supostamente ocorridos há 18 anos sem qualquer fato que os comprove apenas demonstra o desespero de alguém que, para obter vantagens em sua delação, não se constrange em caluniar e difamar.

O PSDB é o maior interessado em saber se o senhor Sérgio Machado usou indevidamente o nome do partido para benefício próprio em 1998.

O simples exame dos fatos relatados e de suas respectivas datas demonstra o absurdo das afirmações do delator.

Basta dizer que nas eleições para presidente da Câmara que ocorreram após as eleições de 1998, o PSDB sequer teve candidato. Apoiou o candidato do PMDB, partido majoritário à época, o então deputado Michel Temer.

Além disso, o senhor Sérgio Machado jamais teve qualquer função de arrecadação de recursos nas campanhas do PSDB, que eram conduzidas por comitê próprio, como atesta, entre outros, o ex-ministro Eduardo Jorge, coordenador da campanha de Fernando Henrique Cardoso à época.

Há 13 anos o PSDB combate e denuncia as graves irregularidades ocorridas no país. Por isso, rechaça a tentativa de se estabelecer qualquer paralelo entre as práticas adotadas pelas administrações do presidente Fernando Henrique e as dos ex-presidentes Lula e Dilma.


Redação

Detentos algemados fogem pulando de ônibus da PM durante transferência em JP

Dois presos pularam a janela e conseguiram despistar os agentes penitenciários que faziam a escolta do coletivo em outros veículos; apenados eram transferidos após tumulto em cadeia no Litoral Sul

Polícia | Em 16/06/16 às 22h26, atualizado em 16/06/16 às 23h31 | Por Redação
Reprodução
Imagem ilustrativa
Dois presos que estavam sendo transferidos em um ônibus da Polícia Militar para o presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega (Roger), em João Pessoa, fugiram do veículo em movimento nas proximidades do Mercado Central da Capital, no Centro da cidade. Segundo a PM, eles pularam a janela e, mesmo algemados, conseguiram despistar os agentes penitenciários que faziam a escolta do coletivo em outros veículos.

De acordo com o major Cristóvão Lucas, do setor de comunicação da PM, a dupla foragida e mais oito presos eram originários da Cadeia Pública de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba, a 32 km da Capital. 

“Houve um tumulto na cadeia e a direção da unidade mandou transferir os detentos para João Pessoa. Como não tinham meio de transporte disponível, pediram o ônibus da PM emprestado”, disse o major, acrescentando que os policiais militares não participaram da ação e que o trabalho estava sob responsabilidade dos agentes penitenciários. Ele também esclareceu que o veículo cedido não tem proteção nas janelas, pois é utilizado para o transporte de policiais.
A partir da fuga, a PM também se mobilizou para encontrar os apenados. Até as 23h30 desta quinta, nenhum deles havia sido recapturado.

Jovem que teria perseguido assaltantes é morto com tiro no peito na Zona Sul de JP

Após ser baleada, a vítima tentou correr para se refugiar dentro de uma residência, mas não resistiu ao ferimento sofrido e faleceu

Polícia | Em 16/06/16 às 19h55, atualizado em 16/06/16 às 20h01 | Por Redação
Reprodução/Google Street View
Caso aconteceu no bairro de Mangabeira
Um jovem não identificado foi morto com um tiro no peito no bairro de Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa, na noite desta quinta-feira (16). Segundo versão de testemunhas transmitida à Polícia Militar, a vítima estaria perseguindo, de moto, suspeitos (pelo menos dois) que teriam praticado assaltos nas proximidades, quando foi atingida.


Ainda de acordo com o relato das pessoas que presenciaram o fato, quando os suspeitos que fugiam perceberam a tentativa do jovem em alcançá-los, efetuaram um disparo contra ele, nas proximidades do presídio feminino Maria Júlia Maranhão.

Conforme explicou o tenente-coronel Sena, comandante do 5º Batalhão da PM, após ser baleada, a vítima tentou correr para se refugiar dentro de uma residência, mas não resistiu ao ferimento sofrido e faleceu.

A polícia informou que não havia apurado a identidade dos suspeitos pelo crime e que seguiria levantando dados para saber se a versão comunicada pelas testemunhas era procedente.
A PM isolou o local do crime e uma perícia seria feita. Após os trabalhos, o corpo do jovem seria conduzido à Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal de João Pessoa, no bairro do Cristo Redentor, na Zona Oeste.

Morre Rubén Aguirre, intérprete do Professor Girafales, diz Édgar Vivar


Do UOL, em São Paulo
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  • Reprodução /SBT
Morreu nesta sexta-feira (17), aos 82 anos, o ator Ruben Aguirre, conhecido por ter interpretado o Professor Girafales no seriado "Chaves" . Quem confirmou a morte de Ruben foi Edgar Vivar, intérprete do Senhor Barriga.

"Meu professor favorito descansa em paz. Hoje meu grande amigo Rubén Aguirre parte deste plano. Sentirei muito sua falta", escreveu Edgar em seu perfil no Twitter.

Aguirre tinha diabetes, controlada com medicamentos, além de cálculos na vesícula e problemas de coluna. No final de 2007, o ator e sua mulher, Consuelo Reyes, sofreram um acidente de carro. Ele teve de abandonar os palcos e usa cadeira de rodas. Já Consuelo perdeu uma das pernas e precisou passar por quatro cirurgias.

Em junho, Aguirre publicou uma carta pedindo para a ANDA (Asociación Nacional de Actores) custear seus tratamentos médicos. Com título "E agora, quem poderá me defender?", uma referência ao personagem Chapolin, Rubén revelou que há dez anos luta pelo direito de ter assistência médica, já que sempre contribuiu com as cotas estabelecidas pela associação. "Minhas forças se acabaram", assumiu o ator mexicano que também explicou o motivo do texto nas redes sociais.
Em agosto de 2014, o  ator foi internado na capital do México com quadro de desidratação e anemia, mas ele tomava medicamentos havia pelo menos duas décadas para controlar doenças renais e diabetes

Com idade avançada e problemas de saúde, Aguirre tinha sido recomendado por médicos para viver ao nível do mar. Por causa disso, não ia à capital, Cidade do México, a 2.250 m de altitude, e nem viaja longas distâncias, o que o impedia de vir ao Brasil com frequência

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Campinense volta a conquistar um bicampeonato estadual após 36 anos

Última vez que a Raposa tinha sido campeã na sequência havia sido em 1980. Título deste ano mantém sina de campeonatos conquistados em anos olímpicos desde 2004

Por João Pessoa
Foi mais sofrido do que a torcida poderia imaginar. A derrota de 1 a 0 para o Botafogo-PB tiropu a invencibilidade do Campinense, mas não impediu a festa do bicampeonato na noite desta quarta-feira, no Amigão. Um bi, aliás, esperado por 36 anos.A última vez que o Campinense havia conquistado dois títulos na sequência foi em 1980. 
Campinense, comemoração, título paraibano, final, paraibano 2016, Glédson (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com/pb)Campinense comemora o seu 20º título na contagem da FPF; para o clube, é uma taça a mais
(Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com/pb)

O título deste ano mantém uma escrita curiosa: desde 2004 que a Raposa é campeã em ano olímpico. Foi assim também em 2008 e 2012. No entanto, só neste ano é que a faixa veio com o gostinho do bi, já que levantou a taça também no ano passado.
A contagem de títulos estaduais gera muita polêmica. O Campinense, por exemplo, considera a conquista de 2016 como a 21ª de sua história. Para a Federação Paraibana de Futebol (FPF), são vinte títulos. A divergência vem do campeonato de 1975, em que a entidade considera Botafogo-PB e Treze como vencedores. O Campinense, respaldado numa decisão de época do STJD, acredita ser o campeão no lugar do Galo.
O Botafogo-PB segue como grande vencedor dos estaduais, com 29 conquistas. Entre os clubes em atividade, também já levantaram a taça: Treze (15 vezes), Auto Esporte (6 vezes), Sousa e Santa Cruz-PB (2 vezes cada), Nacional de Patos e Atlético de Cajazeiras (1 vez cada).
TODOS OS CAMPEÕES

1917 - Colégio Pio X (1)
1918 - Cabo Branco
1919 - Palmeiras
1920 - Cabo Branco
1921 - Palmeiras
1922 - Não houve (2)
1923 - América
1924 - Cabo Branco
1925 - América
1926 - Cabo Branco
1927 - Cabo Branco
1928 - Palmeiras
1929 - Cabo Branco
1930 - Não houve (3)
1931 - Cabo Branco
1932 - Cabo Branco
1933 - Palmeiras
1934 - Cabo Branco
1935 - Palmeiras
1936 - Botafogo
1937 - Botafogo
1938 - Botafogo
1939 - Auto Esporte
1940 - Treze
1941 - Treze
1942 - Astréa
1943 - Astréa
1944- Botafogo
1945 - Botafogo
1946 - Felipéia
1947 - Botafogo
1948 - Botafogo
1949 - Botafogo
1950 - Treze
1951 - Não houve
1952 - Red Cross
1953 - Botafogo
1954 - Botafogo
1955 - Botafogo
1956 - Auto Esporte
1957 - Botafogo
1958 - Auto Esporte
1959 - Estrela do Mar
1960 - Campinense
1961 - Campinense
1962 - Campinense
1963 - Campinense
1964 - Campinense
1965 - Campinense
1966 - Treze
1967 - Campinense
1968 - Botafogo
1969 - Botafogo
1970 - Botafogo
1971 - Campinense
1972 - Campinense
1973 - Campinense
1974 - Campinense
1975 - Botafogo e Treze (4)
1976 - Botafogo
1977 - Botafogo
1978 - Botafogo
1979 - Campinense
1980 - Campinense
1981 - Treze
1982 - Treze
1983 - Treze
1984 - Botafogo
1985 - Não foi decidido (5)
1986 - Botafogo
1987 - Auto Esporte
1988 - Botafogo
1989 - Treze
1990 - Auto Esporte
1991 - Campinense
1992 - Auto Esporte
1993 - Campinense
1994 - Sousa
1995 - Santa Cruz
1996 - Santa Cruz
1997 - Confiança
1998 - Botafogo
1999 - Botafogo
2000 - Treze
2001 - Treze
2002 - Atlético de Cajazeiras (6)
2003 - Botafogo
2004 - Campinense
2005 - Treze
2006 - Treze
2007 - Nacional de Patos
2008 - Campinense
2009 - Sousa
2010 - Treze
2011 - Treze
2012 - Campinense
2013 - Botafogo
2014 - Botafogo
2015 - Campinense
2016 - Campinense
Observações:
(1) Alguns historiadores consideram o início do Campeonato Paraibano em 1908, com o primeiro torneio de clubes registrado. O título ficou com o Parahyba Foot-Ball Club. Nos registros da FPF, no entanto, o primeiro campeão é o Colégio Pio X, em 1917. E a primeira organização a promover o certame foi a Liga Desportiva Parahybana, em 1919.
(2) O Pytaguaras venceu o Torneio Início de 1922 e é considerado por alguns historiadores como o campeão daquele ano. O fato é que o Campeonato Paraibano acabou cancelado pela Liga Desportiva Parahybana.
(3) Não houve campeonato por causa da Revolução de 1930.
(4) O campeonato de 1975 apresenta a maior polêmica da história. Botafogo e Treze ganharam um turno cada e acabaram reconhecidos pela FPF como campeões daquele ano, já que não houve datas disponíveis para a decisão. O Campinense ganhou os pontos de uma partida contra o Nacional de Patos no STJD e, assim, superaria o Treze. O fato é que a FPF jamais reconheceu tal decisão.
(5) O campeonato não foi decidido por falta de datas.
(6) Vice-campeão paraibano, o Botafogo acusou o Atlético de Cajazeiras de ter escalado irregularmente o goleiro Alonso. O Belo recorreu ao TJD-PB, que confirmou a perda de pontos do time sertanejo. A Federação, no entanto, desconsiderou a decisão. Justamente por isso, o Botafogo considera um título a mais em relação à lista da FPF - 29 a 28.